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sexta-feira, 15 de junho de 2012

É verdade!

"Verdade não é para agredir. Não é para ferir. Não é para machucar.
Confunde-se verdade com grosseria, com preguiça, com indisposição.
Ser honesto é cuidar do que se diz e como se diz. O importante é não mentir.
Custa muito ser gentil? Custa sim! Custa pensar duas vezes, desejar duas vezes, amar duas vezes.
A grosseria que é de graça.
Verdade é feita para ajudar. Não há maior verdade do que a delicadeza."

(Fabrício Carpinejar)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Qual é o século desse homem?

Mais uma para a sessão" testes". A revista Nova me inspira, o que eu posso fazer? Sem contar, claro, com as ilustres presenças dessas almas penadas dos séculos de outrora que insistem em nos rodear. Não deixa de ser divertido ter esse contato com o passado, inspira!

Os sinais dos homens dos séculos passados são simples:

1) Não gostam que a mulher se mostre independente. Ela deve aparentar sempre submissão ao macho.
Eles adoram achar que ainda têm o controle da situação. Qualquer sinal de autonomia, eles correm.

2) Não aceitam questionamentos sobre sua forma de dirigir.



Ao acelerar, mostrarm todo seu poder ao volante. Para eles, você deve sorriar, mesmo se a sua vida estiver correndo perigo.
Ah, se o carro for grande, ainda tem um ditadinho antigo. Sabe, né?





 3) Sexo, para eles, é sem camisinha, mesmo saíndo com diferentes mulheres.
Desconhecem o termo DST. Não é do século deles. Esses são os mais perigosos. Mesmo!

4) Sempre diga o que eles querem escutar.
Sabe aquela noite que ele inventou uma briga  completamente sem pé nem cabeça somente para sair só, por exemplo? Você, que não é do século passado nem nada, tratou de arrumar alguma coisa boa para fazer. Sim, existe divertimento sem o macho alfa, mas eles adoram ouvir que ficamos em casa vendo novela, esperando o ogro voltar. Tão mais simples dizer abertamente que quer sair só.
Isso é muito moderno para eles.

5) O homem do século passado prioriza A beleza e a utilidade feminina (cama, mesa e banho, sabe?).

Nem sempre a beleza que ele cultiva é a sua. A do vizinho é sempre melhor. Homem do século passado que é do século passado não pode levantar muito a moral da parceira pois, como mostra o item 1, eles estão sempre por cima!




6) Falando em cama, mesa e banho, você, mulher, é que deve arrumar tudo. Esse sinal é báaaaaasico que ele não é desse século!



 7) Claro, para finalizar, a  forma mais simples de reconhecê-los é pelo fim. Trocam de parceiras (ou tentam) como gostariam de trocar de carro. Mas, lógico, a gente percebe bem antes e vaza!

8) Tem mais essa. Jamais mostre muito interesse por um homem do século passado.
Eles não entendem o conceito moderno de companheirismo e parceria entre casais. Se demonstrar afeto em demasia eles tremem sem saber o que fazer, o que provavelmente leva ao 7.

Reza a tradição (leia-se "cultura machista") que assim foi, assim é e assim será.

Será?

Pior é que é um questão de escolha. Para ser  um homem do século passado, só se quiser.
Agora, nada de fachada! Saia do armário e assuma.
E já deu desse papo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quem precisa de um cafa?

Adorei esse texto do Xico Sá de hoje.
Não muito pelo o que está escrito, mas pelo tema porque, por algum motivo, acordei pensando nisso hoje. Nas mudanças ocorridas no mundo feminino de uns tempos para cá.

Mulheres nao precisam mais de homens e seu "apoio"financeiro, grande parte das famílias brasileiras é sustentada por mulheres. Conquistamos esse espaço, apesar das grandes desigualdades que ainda persistem entre os cargos e salários.

Não precisamos de um homem para forjar companhia. Temos família, amigos, colegas e conhecidos que preenchem  o lado afetivo, emocional e corporal. Conquistamos a liberdade de estar só.

A Revolução Feminista está em curso.

E talvez isso explique o grande número de separações vindo de mulheres. As relações mudaram. O sentido mudou.

Estar (e permanecer )junto  não é mais o mesmo.Já não há mais tanta necessidade de estar junto, como um negócio,  um acordo ou uma propriedade.


O que há é a vontade de estar junto.

Só que agora em condições definidas cada vez mais pelo lado feminino. O machocentrismo vai lentamente se desfazendo, abrindo espaço para algo novo, algo que se cria nesse exato momento.
E claro que isso não é feito de uma forma suave. Eles resistem a perda do controle, fazem de tudo para manter a hegemonia através dos seus atos ainda culturalmente aceitos, mas que perdem força e sentido com o passar do tempo. Ficam ultrapassados, como os seres encatados escondidos no mar.

A Revolução Masculina está ainda distante. As novas gerações de machocêntricos ainda surgem como hordas reproduzindo os absurdos de um tempo que já passou e que alguns insistem em não perceber.

Afinal, quem precisa, nos dias de hoje, de um cafajeste?

Monopólio do pé-na-bunda

Escrito por Xico Sá
14/04/2011

As mulheres estão conquistando o monopólio do pé-na-bunda. Fato!, como dizemos, em momentos absolutistas, nas redes sociais.

De 2008 para cá, os sismógrafos conjugais do IBGE já mostraram que as fêmeas são responsáveis por 71,7% das separações não consensuais –situação em que um pombinho quer cair fora e o outro senta na margem do rio Piedra e chora.
   
Donde se conclui, definitivamente, que homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e virgula; jamais um ponto final.
 
Sim,  o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar...”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto borrado da caneta-tinteiro do amor. Fato, amigo absolutista.

Às vezes o ponto final vem com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente. Sem mané reticências...

Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido  prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim, seu canalha, vagagundo, cachorro.

O macho pode até fugir para comprar cigarro na esquina. E sair por ai dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no Camel sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, não trabalha com  metáforas nem cartão de crédito. Nesse sentido, paga à vista.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem no Crato...nem em Estocolmo. Nem no Beco da Facada, no Recife, nem na Chácara Flora, San Pablo.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem uma quebradeira monstruosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.

O mais frio, o mais cool dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por ai assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amor nos tempos do Ford

Sonhei com um povo diferente. Não sei bem quem, nem o que era. Lembro que me referia a eles como povos marcianos.
Achei curiosa a forma como interagiam. Cheguei a sentir um pingo de inveja do desprendimento que tinham nos encontros, com aquele ar leve,  um olhar longe, mistura de ternura e desprezo. Ao conhecer outros marcianos, nesse mesmo sonho, percebi que isso era  uma característica comum a todos eles. Seria isso natural como olhos, boca, nariz e orelhas? Não. Não. Definitivamente não poderia afirmar isso, mesmo que eles agissem de formas bem parecidas. Também não poderia dizer que eles combinavam isso uns com os outros. Como poderiam, se muitos nem se conheciam? De onde viria então esse olhar, essa postura, essa fala e esse comportamento tão semelhantes? Esse lugar  era repleto deles. Tomavam conta de quase tudo. Era como se eu passasse o sonho inteiro inquieta com essa sensação.

Certas horas me pegava sendo envolvida por um encontro penetrante. Falas e gestos direcionados para um objetivo. E muitas vezes isso aconteceu. Entre os encontros,  um grande vazio. Um silêncio. As vezes, em encontros quase telepáticos, onde não nos víamos e não poderíamos nos tocar,  eles mudavam. Ali poderiam ser tudo. Era o mundo da fala onde tudo poderia ser criado.


 De repente, senti algo me puxar para o lado. O corpo  foi todo arrastado. Quando olho para trás, uma fila era arrastada junto comigo. Não me assustei. Parecia tudo muito organizado. Tudo esperado. Era só ficar parada que aquela esteira nos levaria para frente. E a cada movimentação, um novo marciano aparecia. O mesmo olhar, sorriso, conversa, os mesmos músculos, os mesmos objetivos. Trocávamos algumas palavras, éramos puxadas novamente e, quando via,  já tinha outro marciano. E tudo novamente.

Não sabia como sair dali. Olhava em volta e estavam todos seguindo aquele mesmo ritual, quando vi alguém descer. Repeti seus movimentos, encontrei uma bicicleta e saí. Pedalei em alta velocidade. Ventava.  De repente, não consegui mais passar. Uma marcha atravessava a rua. Querendo rapidamente sair dali, eu pensava: “marchem, marcianos”, enquanto eles desfilavam com seus olhares altivos e um sorriso de superioridade pelo caminho. Sigam, copiem seus pares. E assim, ridiculamente marchavam. E assim foi. Aquele espetáculo de corpos, gestos e músculos. Passaram.
O silêncio tomou conta do lugar. Continuei. Pedalava, não sabia para onde. Quando vi, estava no chão. Havia caído. Bati num grupo de gente que seguia a marcha dos marcianos. Um pouco tonta da queda, olho para o alto e vejo frases escritas por todos os cantos. Consegui me lembrar de uma: “ Nação marciana, o sistema já se encarrega da nossa exploração. Aqui, só com respeito”. Realismo na veia.

 Isso não foi o suficiente para melhorar o meu humor de bicicleta quebrada e arranhões pelo corpo. Até que passa um homem com um chapéu bizarro com dois chifres pregados. Andava feliz e contente pela rua. Gargalhei.

E acordei. Senti aliviada por ter saído daquele  mundo estranho. A superficialidade dos gestos incomodava. A utilidade dos encontros  intrigava. A futilidade daquelas conversas afastava. Desci para trabalhar. E lá estava o cornudo. Ri muito.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Planet Lapa e a passagem do tempo.

Pré carnaval é isso. Os blocos estão na rua e  eu, obviamente,  atrás deles. A experiência de ontem foi engraçada. Alguém assistiu aquele filme do Nanini (sei lá como escreve) em Copacabana, comemorando seus 80 anos? Pois é, ontem, ao som de Rancho Flor do Sereno, tive vários flashbacks daqueles. Enquanto andava, reencontrava figuras lendárias e as cenas de outros tempos, embaladas por marchinhas de outros carnavais, se formavam na minha cabeça. Foi engraçado. Não que eu esteja comemorando meus 80, estou longe disso, mas já tenho lá muitos anos de vida.

A passagem do tempo pode significar grandes mudanças na vida das pessoas. Eu, quando pequena, gostava quando alguém dizia que eu parecia mais velha do que era. Não que eu não curtisse a minha infância, curti paracaralho, mas tinha alguma coisa sobre a passagem do tempo que eu admirava, como uma sabedoria, um entendimento maior sobre as pessoas e as coisas. Ainda hoje não tenho problemas com idade, mas vejo como isso é uma questão para muitas pessoas. Não é educado perguntar a idade de alguém. Como assim? Que babaquice é essa? Que desrespeito é esse com as pessoas? Que super valorização da juventude (ou de sua suposta beleza externa) é essa? Já ouvi coisas absurdas do tipo “ até que você está bem para 30 anos!” Ai, gente, paciência nessas horas! Claro que a passagem do tempo não é necessariamente igual a mais sabedoria, respeito, conhecimento e tal. Ela pode significar também um acúmulo de cagadas e seres que ficam mais experientes na arte de sacanear, mentir, iludir e essas coisas que também acontecem. Tem de um tudo. E é muito legal trocar com pessoas que trazem em si grandes experiências. 
A passagem do tempo é obviamente mais perversa para as mulheres. Até os 15 elas são tidas como crianças. Dos 15 aos 25, filé. Dos 25 aos 30, ainda dão para o gasto. De 30 até 40 elas são as neuróticas que só pensam em casar e ter filhos. E as de 40 em diante, sem chances para elas, salvo raras exceções, como as ricas ou as mega dedicadas ao corpo e a aparência. Lógico, todo esse raciocínio podre parte do principio de que a mulher vale pelo que ela aparenta, pelo pedaço de carne que ela pode representar, e pelo que se classifica como beleza em um determinado período histórico.
Infelizmente, já ouvi muito disso. E é deprimente, meu povo, deprimente. Enquanto isso, vou vivendo, sentindo a passagem do tempo e curtindo os flashbacks. Viva a Lapa!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O que elas querem

Domingo.
Como gosto de fazer, acordo, leio várias noticias, jornais, artigos em blogs, facebook, twitter e coisa e tal. As vezes encontro coisas maravilhosas, textos interessantíssimos sobre o mundo em que vivemos, dicas culturais e tantas outras. Só que eu me deparo também com coisas absurdas, entediantes, preconceituosas e chatas. O PIG é mestre nisso. Na realidade, comecei a escrever esse blog porque achei a tal “ blogosfera” muito mais interessante do que a orkutosfera e principalmente a facebookosfesra, essa, para mim, a pior de todas. A quantidade de inutilidade e de exposição, principalmente de imagens da vida alheia, me enchia um pouco a paciência.
Hoje vi uma discussão na facebookosfera sobre a proliferação de blogs e os malefícios disso para a literatura. Confesso que me irritei um pouco, mas decidi não entrar na discussão e refletir um pouco sobre o assunto. Realmente, esse é mais um blog de, ou seja, os blogs estão se proliferando. Mas quer saber? Acho isso ótimo! Adolescentes estão escrevendo sobre a sua vida pessoal e tem gente que não se interessa por isso? Maravilha. Procure outro blog. Que bom que elas se expressam, trocam com os outros, organizam suas ideias, compartilham. Mulheres estão escrevendo sobre seus relacionamentos fracassados? Ótimo, tem gente que adora isso, se identifica, se emociona, identifica padrões de comportamentos, sei lá. A diferença na Internet é que as opções são muitas. Isso é um grande avanço. Na TV você não pode fazer isso. As opções de programas, principalmente na TV aberta, são reduzidíssimas. Passamos a vida sem poder escolher o que íamos assistir. Agora qualquer um, desde que tenha acesso a Internet, pode criar uma página e expressar suas opiniões, divulgar pesquisas, imagens, dicas, promover encontros. Acho isso ótimo, desde que  seja usado para trocar e não para ofender e coisa e tal. A literatura não vai ser afetada por isso. Ela continuará lá, tendo seu papel importantíssimo na composição de um povo, na estruturação do caráter, da língua. Muito do que é feito na blogosfera não se pretende literatura, o povo quer mesmo é se comunicar. E se você não se interessa pelo o que está escrito, não leia!
Outra coisa que chamou atenção ontem foi um dialogo curto com uma amizade dessas que você faz na rua e provavelmente não vai ver nunca mais. Chega o tal do fulano que solta a pérola: “ Tudo bem, já sei que você não vai para onde estou te convidando, estou lendo Comequirezakamá, estou entendido das mulheres!” . Achei o comentário um tanto absurdo, não entendi quem o fulano estava lendo, cheguei até a achar que era algum guro indiano e obviamente não dei muita bola.
O fulano até que quebrou um galhão, o carro não ligava de jeito nenhum e ele, naquele jeito bruto, tira a moça de dentro do carro e mexe daqui, mexe de lá, até que algo acontece. E não é que o diacho funcionou? Depois ele manda novamente o tal comentário, se achando o conhecedor do universo feminino: “estou lendo Comer, rezar e amar. Estou entendendo vocês”. Eu, mega contente com a reanimação do carro e louca para sair dali, continuei sem dar bola e ignorei mais uma vez o comentário.
Hoje, quando acordo, lendo as manchetes do PIG, vejo coisas do tipo “ atriz tal, naturalmente sensual” ou “atriz x emagrece e arrasa”. Aquela cena do dia anterior me voltou a cabeça. Até dei um crédito para o fulano, preocupado em compreender as questões femininas, mesmo discordando de suas estratégias. Continue lendo, meu caro, isso faz bem sempre.
Eu deixo uma dica para tentar sanar sua dúvida em relação as mulheres: respeito. Pratique isso, com as mulheres e com todos os seres, e assim caminharemos juntos. Cada um tem seu cada um, quer uma coisa ou outra. Mas sem respeito, não dá. Pense nisso toda vez que quiser compreender melhor as mulheres.

E quem não quiser ouvir as minhas impressões, que leia outro blog!hehe
Acho que a Aretha concorda comigo!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Escher e o Cafômetro


Postagem dedicada a meninos e meninas, inspirada na exposição do Escher que eu ainda não vi. 

Depois das andanças pelos diversos cantos do mundo, decidi criar um índice sobre determinada  conduta masculina em relação as meninas, medido pelo cafômetro. Aí vocês vão dizer  que as mulheres também fazem assim e blá, blá, blá. Eu não sei disso. Desconheço e, se tiver, é  pouco.  E é uma pena, acho que a gente tem que partir para uma evolução no trato com o outro e não é vantagem nenhuma tratar as pessoas desse jeito. Claro que existe a categoria galinha, mas esse é fácil porque ele se apresenta como tal, você sabe com quem está lidando.  O canalha é o mais sinistro de todos, porque ele faz de tudo para parecer ser uma pessoa honesta, carinhosa e companheira, tenta te convencer o tempo todo disso, mas é um verdadeiro canalha!

Voltando ao cafômetro.
Enquanto matutava sobre esse serviço de utilidade pública, vi que era muito difícil ter uma escala que fosse do canalha mais tranqüilo, tipo um alerta azul, para o mais cafa de todos, alerta vermelho total, vaza logo, dá um pé na bunda do cara. Quase todos os sinais, que eu conseguia lembrar, levavam logo ao alerta vermelho. 

Vamos a eles:

Alerta vermelho: você acaba de conhecer a criatura e em pouco tempo ele já te manda músicas do tipo Touch Me, Sou eu assim sem você, e você é luz. Ferrou. Vaza.

Alerta Vermelho: Ele  quer ir a todas as suas festas, encontros, natal e eventos sociais, mas arruma desculpas para você não ir nos dele (na realidade, você não queria que ele fosse nos seus e nem mesmo queria ir nos eventos dele, mas convidar é ESSENCIAL).

Alerta Vermelho: Ele inventa brigas absurdas antes dos eventos sociais dele para que você não vá.

Alerta vermelho: Ele te pede em casamento logo no início do relacionamento e depois fica te enrolando. VAZA!!! Aqui o cafômetro explode!

Alerta Vermelho: Ele diz que é diferente dos outros homens. Cafômetro explode aqui também. Diz que vai comprar um cigarro.

Alerta Vermelho: O porteiro dele  não te reconhece. Cafômetro treme.

Alerta Vermelho: Pequenas mentiras. Por coisas banais. Vaza!!! Explode.

Alerta Vermelho: A ex-namorada, noiva, esposa, odeia ele.  Cafômetro apita.

Alerta Vermelho: Se você achar que tem algo de errado é porque tem. E se ele tiver que te convencer o tempo todo de que não, alerta máximo. Pé na bunda já.

Alerta Azul: Não sei...
 Falando em serviço de utilidade pública, essa idéia começou junto com o wikileaks. Pensei logo num wikicafa. Toda vez que você saísse com um meliante e quisesse saber do histórico do tal com o mundo feminino, você acessava o wikicafa e resgatava sua conduta. Hehhe, claro que isso não daria certo porque os fulanos não iam gostar da exposição. Pena que eles não se incomodam de te expor quando saem por aí fazendo as cagadas deles. Mas que eu adorei a idéia, eu adorei! Ia ter livrado muita gente de furadas por aí.

Nem tudo que parece ser, é! As vezes mais do que você pensa, as vezes menos do que você pensa  e outras, nada do que você imagina.

Novos ares, antigas questões


Lendo algumas noticias essa semana, algo me chamou atenção: a questão da mulher. Duas notícias em especial me fizeram refletir sobre a nossa condição hoje. Uma foi a chamada de um jornal qualquer dizendo que, pela primeira vez na história de uma empresa grande, uma mulher assumiu um cargo que sempre foi ocupado por um homem. A outra  foi a divulgação de um blog de estudantes, que acabaram de entrar na faculdade, jovens, sobre a condição feminina.  Ou seja, como que ainda hoje a gente celebra mulheres assumindo cargos nunca antes navegados? Me pareceu muito ultrapassado isso, mas muito real. Ainda lutamos para assumir certos cargos, ainda somos discriminadas no mercado de trabalho, ainda ganhamos menos, ainda ouvimos piadinhas inconvenientes quando atingimos determinadas posições, ainda somos cantadas sem querer, ainda muita coisa que não devia ser. Isso realmente me incomodou. E logo em seguida, o tal blog das jovens, mostra como a dominação masculina continua. Ela mantem alguns padrões antigos e novas formas vão sendo criadas. E muitas vezes a gente nem percebe, naturalizando a dominação. Assim ela se propaga, se expande e se mantém. Essas meninas mostram, mesmo parte de uma outra geração, que esse conflito permanece, e que ainda há indignação, inquietude, coisas para debater, superar, questionar. Isso por um lado me deixou contente. Constatar que não estamos alheias as novas e velhas formas de opressão masculina. E que as novas gerações vêm com tudo. O outro lado da questão é que, infelizmente, se as novas gerações ainda questionam esse espaço, essa relação, é um grande sinal de que ainda temos muito o que fazer. E que bom que tem gente no front.