Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

Adeus, Fidel?



Cuba e a repórter da Folha: quem afunda?

Reproduzo artigo enviado pelo professor Gilson Caroni:

Alaine Gonzáles e Reinel Herrera são trabalhadores autônomos cubanos. Ambos foram escolhidos pela jornalista Flávia Marreiro, enviada especial da Folha de São Paulo a Havana, como personagens errantes de uma economia em frangalhos. Seguindo um padrão de cobertura vigente há 50 anos, a repórter elabora um texto com pouca informação e direcionamento enviesado, não somente sobre o país, no sentido político e econômico, mas principalmente sobre o povo, sua história, sua cultura e seus hábitos.

A enorme propaganda orquestrada contra o regime cubano acabou por criar, como subproduto previsto e planejado, uma imagem distorcida sobre os habitantes da Ilha, apresentados ora como guerrilheiros ferozes, desconhecedores de fronteiras, ora como prisioneiros, tristes e infelizes, de uma ditadura. É compreensível o sucesso desse tipo de campanha, quando se avalia o poder da rede de comunicação capitalista.

É natural que o jornalismo nativo não possa perceber a dinâmica que se apresenta aos seus olhos. Se Flávia Marreiro conseguisse se desvencilhar da viseira ideológica, talvez conseguisse enxergar os personagens com outras roupagens e expectativas. Alaine e Reinel, como o restante do povo cubano, têm consciência das suas dificuldades. Por outro lado, crêem na revolução porque sabem que são participantes ativos de um processo tão rico quanto denso. Não se sentem impotentes diante dos problemas: reclamam e atuam dentro de uma estrutura política que lhes permite, independentemente do poder econômico ou dos conchavos políticos, resolver problemas que os afligem.

Como cidadão esclarecido, bem informado e politizado, o cubano é o verdadeiro crítico do regime. Critica e aponta saídas. Trabalha e, quando a nação necessita da sua presença, lá está ele, pronto para defender sua revolução com o seu próprio sangue. Aqueles que não quiseram trabalhar pela coletividade ou que sequer queriam trabalhar se foram pelo Porto Mariel, iludidos pela falsa propaganda que vinha dos Estados Unidos, onde pensavam encontrar dinheiro fácil. Flávia chegou tarde, com uma pauta envelhecida.

Nem Alaine, nem Reinel Herrera viveram os problemas da etapa anterior a 1959, quando o desemprego era superior a 16,4% e o subemprego estava em torno de 34,8%. Eles já vieram ao mundo num país de - praticamente - pleno emprego. Também não conviveram com as taxas de analfabetismo de 23,6%, nem com o sistema escolar que, de 100 crianças matriculadas nas escolas públicas, deixava 64 no meio do caminho, sem terminarem o 6º ano. Hoje, apesar de todos os problemas, a taxa de analfabetismo não chega a 3% e não existem crianças em idade escolar sem colégio.

Com uma assistência médica nacionalizada, nenhum dos dois conheceu o pais que concentrava 65% da população nas áreas urbanas, que tinha 70% da indústria farmacêutica controlados por empresas estrangeiras, em que a expectativa de vida era de 62 anos e a mortalidade infantil de 40 por mil nascidos vivos. Já a mortalidade materna era de 118,2 por 10 mil nascidos. Esses dados, por certo, não estão no departamento de pesquisa dos jornais dos Frias, Marinhos e Mesquitas. Flávia, a nossa brava repórter, talvez não disponha de outras informações que lhe seriam de extrema utilidade na cobertura da reunião do Partido Comunista Cubano.

Antes da revolução, menos de 2.500 proprietários possuíam 45% das terras do país e 8% das fazendas concentravam 71% da área disponível. Até 1959, somente 11,2% dos trabalhadores agrícolas tomavam leite, 4% comiam carne,1% consumia peixe. Na Cuba de Alaine e Herrera, o consumo de leite e carne é superior a todos os outros países do continente. Se nos anos 1980, quando os dois entrevistados nasceram, a implementação do processo revolucionário continuava, foi a década de 1960 que abriu caminho ao desenvolvimento econômico e, sobretudo aquela em que se resistiu às agressões armadas, bombardeios e à tentativa de invasão norte-americana que definiu o caráter socialista da revolução.

Todo o conjunto de medidas políticas e econômicas custou a Cuba o bloqueio econômico e diplomático imposto pelos Estados Unidos. A situação voltaria a se agravar após o fim da URSS e do bloco socialista, mas o colapso tão esperado pelo Império e seus sócios não veio.

O sistema econômico procurou proporcionar o desenvolvimento e o crescimento do país de uma forma igualitária. Ernesto Che Guevara, quando ministro da Indústria, ilustrou bem qual a diferença entre sistema econômico e desenvolvimento. Para ele, um anão enorme com tórax enchido é subdesenvolvido, porque seus curtos braços e débeis pernas não se articulam com o resto de sua anatomia. É produto de um desenvolvimento teratológico que distorceu suas formações sociais. A descrição sobre o restante da América Latina não podia ser mais precisa.

Se, de fato, o Partido decidir demitir 500 mil funcionários, enxugar o Estado e aumentar a produtividade, como relata a grande imprensa, a anatomia cubana não permite vislumbrar um mergulho na lógica fria dos ditames do mercado. A perspectiva que só a história dá, para avaliar em toda a sua dimensão, os erros e acertos, o processo que implantou, pela primeira vez, o socialismo na região, mostra um organismo social saudável, preparado para mudanças necessárias.

O célebre "mudamos ou afundamos" atribuído a Raul Castro não é, como supõe a matéria da Folha, a expressão dramática de uma situação. As crises permanentes que a revolução atravessou, impostas para fazê-la fracassar, fizeram com que a retificação de rumos e a concepção de novas idéias se tornassem elementos constitutivos da nação caribenha. Flávia Marreiro pode ter uma certeza: Cuba não afundará.

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/04/cuba-e-reporter-da-folha-quem-afunda.html?spref=tw

___ xxx____

Cuba se transforma. Como sempre. Característica de uma sociedade que passou por uma Revolução e que a torna permanente. Como eles farão isso, eles ainda não sabem. Estão pensado, atuando, debatendo. Se o debate é feito da forma que "gostaríamos"(e quem somos nós?), enquando nações ocidentais "democráticas", realmente, não tirei conclusões tão definidas. Vi bastante espaço para debates em uma rápida visita aquela ilha, ouvi muito sobre política, principalmente nas gerações mais antigas, mas ouvi também bastante sobre uma censura. Diferente das notíticas que chegam aqui, bem menos do que retratam no PIG. Me chamou atenção os grupos de hip-hop. Conhecemos pessoas envolvidas no movimento hip-hop e eles disseram que só um grupo, que eu não consigo lembrar o nome agora, fala mal do governo. Todos os outros não. Mas falei sobre política livremente com todos. É um tema que me interessa e fiz questão de perguntar. E geralmente a conversa era longa. Gostavam, assim como eu, do tema.

Conversei com bastante gente preocupada com a manutenção do regime, mas em outros termos. Não sabiam como. Mencionavam a China e o Vietnam, mas não sabiam bem o que aconteceria dali para frente. Isso foi no início de 2010. O bom do debate lá é agora, abril. Foi o que me disseram. Fui em janeiro, alta temporada. Turistas por todos os lados. Em abril,  as reuniões acontecem por todos os cantos. Grande parte da população participa do processo político. São organizados por quadras. Cada quadra tem seu Comitê de defesa da Revolução.

Acabo de ver que Fidel renunciou da sua posição no Partido Comunista. Raúl discursou sobre as novas mudanças.

Uma nova Cuba virá. Uma nova Cuba já estava em curso e todos sabiam que algo aconteceria. Debatiam. Opinavam. As conquistas sociais são claras, mas os nós estavam lá. E o apelo ao consumo. Algumas coisas precisavam de mudanças. A questão do abastecimento de comida, o consumo e os salários, a censura, o acesso a tecnologia. O bloqueio.

Ainda acho que Cuba que conheci não foi só um produto da Revolução de 1959. Outras mobilizações aconteceram antes de 1959. 1959 não aconteceu do nada. Era uma sociedade no poder em 1959. É uma sociedade que se orgulha de 1959. É uma sociedade que precisa manter 1959 em 2011, com todas as transformações do mundo e da sua própria sociedade.

Que a ideia de Fidel e seu povo fique, mesmo que ele se vá.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cuba e o bloqueio

 Coloquei uma sessão só sobre Cuba no blog, mas achei interessante a posição de Silvio sobre as conquistas de Cuba pós 1959. Do blog do Atílio Boron.

Silvio habla sobre Cuba y el bloqueo

Hermosas y profundas palabras de Silvio Rodríguez sobre la Cuba actual, la Cuba del pasado y el nefasto papel del bloqueo de Estados Unidos.


"Por eso invito a todos los que aman a Cuba y desean la dignidad de los cubanos, a gritar conmigo ahora, mañana, en todas partes: ¡Abajo el bloqueo!"

 Creo que la Revolución Cubana dignificó a nuestro país y a los cubanos. Y que el Gobierno Revolucionario ha sido el mejor gobierno de nuestra Historia.
Sí: antes de la Revolución La Habana estaba mucho más pintada, los baches eran raros y uno caminaba calles y calles de tiendas llenas e iluminadas. Pero ¿quiénes compraban en aquellas tiendas? ¿Quiénes podían caminar con verdadera libertad por aquellas calles? Por supuesto, los que “tenían con qué” en sus bolsillos. Los demás, a ver vidrieras y a soñar, como mi madre, como nuestra ... (clic abajo para seguir ) familia, como la mayoría de las familias cubanas. Por aquellas avenidas fabulosas sólo se paseaban los “ciudadanos respetables”, bien considerados en primer lugar por su aspecto. Los harapientos, los mendigos, casi todos negros, tenían que hacer rodeos, porque cuando un policía los veía en alguna calle “decente”, a palos los sacaban de allí.
Esto lo vi con mis propios ojos de niño de 7 u 8 años y lo estuve viendo hasta que cumplí 12, cuando triunfó la Revolución.
En la esquina de mi casa había dos bares, en uno de ellos, a veces, en vez de cenar, nos tomábamos un batido. En varias ocasiones pasaron marines, cayéndose de borrachos, buscando prostitutas y metiéndose con las mujeres del barrio. A un joven vecino nuestro, que salió a defender a su hermana, lo tiraron al suelo, y cuando llegó la policía ¿con quién creen que cargaron? ¿Con los abusadores? Pues no. A patadas por los fondillos se llevaron a aquel joven universitario que, lógicamente, después se destacaba en las tánganas estudiantiles.
Ahí están las fotos de un marine meando, sentado en la cabeza de la estatua de Martí, en el Parque Central de nuestra Capital.
Eso era Cuba, antes del 59. Al menos así eran las calles de la Centrohabana que yo viví a diario, las del barrio de San Leopoldo, colindante con Dragones y Cayo Hueso. Ahora están destruidas, me desgarra pasar por allí porque es como ver las ruinas de mi propia infancia. Lo canto en “Trovador antiguo”. ¿Cómo pudimos llegar a semejante deterioro? Por muchas razones. Mucha culpa nuestra por no haber visto los árboles, embelesados con el bosque, pero culpa también de los que quieren que regresen los marines a vejar la cabeza de Martí.
Estoy de acuerdo en revertir los errores, en desterrar el autoritarismo y en construir una democracia socialista sólida, eficiente, con un funcionamiento siempre perfectible, que se garantice a sí misma. Me niego a renunciar a los derechos fundamentales que la Revolución conquistó para el pueblo. Antes que nada, dignidad y soberanía, y asimismo salud, educación, cultura y una vejez honorable para todos. Quisiera no tener que enterarme de lo que pasa en mi país por la prensa de afuera, cuyos enfoques aportan no poca confusión. Quisiera que mejoraran muchas cosas que he dicho y otras que no.
Pero, por encima de todo, no quiero que regrese aquella ignominia, aquella miseria, aquella falsedad de partidos políticos que cuando tomaban el poder le entregaban el país al mejor postor. Todo aquello sucedía al tibio amparo de la Declaración de los Derechos Humanos y de la Constitución de 1940. La experiencia pre-revolucionaria cubana y la de muchos otros países demuestra lo que importan los derechos humanos en las democracias representativas.
Muchos de los que hoy atacan la Revolución, fueron educados por ella. Profesionales emigrados, que comparan forzadamente las condiciones ideales de “la culta Europa”, con la hostigada Cuba. Otros, más viejos, quizá alguna vez llegaron a “ser algo” gracias a la Revolución y hoy se pavonean como ideólogos pro capitalistas, estudiosos de Leyes e Historia, disfrazados de humildes obreros. Personalmente, no soporto a los “cambiacasacas” fervorosos; esos arrepentidos, con sus cursitos de marxismo y todo, que eran más papistas que el Papa y ahora son su propio reverso. No les deseo mal, a nadie se lo deseo, pero tanta inconsistencia me revuelve.
La Revolución, como Prometeo (le debo una canción con ese nombre), iluminó a los olvidados. Porque en vez de decirle al pueblo: cree, le dijo: lee. Por eso, como al héroe mitológico, quieren hacerle pagar su osadía, atándola a una remota cumbre donde un buitre (o un águila imperial) le devore eternamente las entrañas. Yo no niego los errores y los voluntarismos, pero no sé olvidar la vocación de pueblo de la Revolución, frente a agresiones que han usado todas las armas para herir y matar, así como los más poderosos y sofisticados medios de difusión (y distorsión) de ideas.
Jamás he dicho que el bloqueo tiene toda la culpa de nuestras desgracias. Pero la existencia del bloqueo no nos ha dado nunca la oportunidad de medirnos a nosotros mismos.
A mí me gustaría morir con las responsabilidades de nuestras desdichas bien claritas.
 
Por eso invito a todos los que aman a Cuba y desean la dignidad de los cubanos, a gritar conmigo ahora, mañana, en todas partes: ¡Abajo el bloqueo!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Hoje, só com muito amanhã

Que dor de estômago. Achei que tinha sido da dupla doritos com coca que eu tinha mandado para dentro em momento de desespero pré-prazo. Mas não foi isso. Saber lidar com perdas, frustrações e seguir caminhos que a gente não pensava ter que traçar por forças das circunstancias faz parte da vida. Às vezes nem é com você que a coisa acontece, mas você, enquanto gente, sente, e sente muito pelo outro. E fica mal por ele, com ele, com a situação. Saber viver deve ser passar por isso e mesmo assim continuar levando a vida, sorrindo, amando, acreditando nos outros, dando força para quem precisa, recebendo carinho quando é você que está nessa situação e vivendo! A medida que o tempo passa, você entende o sentido daquela frase que sempre aparecia nas gramáticas escolares “ na vida, nem tudo são flores”. A vida segue. E hoje está sol depois de muita chuva.

Falando em chuva, saiu o sistema de monitoramento de deslizamentos do Rio de Janeiro.
http://virusplanetario.wordpress.com/tag/esquerda/




Em entrevista hoje, Paes disse que as pessoas em áreas de risco não serão removidas, mas coincidentemente, o maior numero de casos de risco está na Rocinha, mais de 1600 casas. Coincidência? Ta registrado, ele disse que era para fazer obras de contenção. Foi bom que achei esse site, tem como avaliar o que ele anda fazendo.









  E o pesadelo do Plano Estadual de Educação continua. É por isso que fica difícil acreditar que algo vai mudar nos próximos anos. Olha o que a Secretaria apresentou como plano Plano Estuadual de Educacao
Ótimo. Super animada. Basicamente, não diz nada. Parece um plano de negócios. Tenho acompanhado as declarações tanto de Cabralnóquio quanto seu secretário, Risoli, vulgo Coxinha, para tentar entender o que vem. Por enquanto, o que há de pior é que as escolas terão que cumprir metas e essas receberam bônus... Ai, que falta eu sinto de Cuba nessas horas. Não pelo salário, claro, mas pela discussão séria que é feita em torno da Educação. 
Mas Cuba é outra estória, e vou colocar várias postagens dedicada a ela em breve.

Ah, nada como o twitter. Artigo bacana sobre inflação. Ainda não era exatamente o que eu queria ouvir, mas já tem bastante de transferência de verba do trabalhador para as empresas e tal. Realmente, a minha idéia de inflação zero fica complicada, pensando que os preços variam no mercado internacional, o que afeta os custos das coisas aqui. Tem que ser inflação zero no mundo. Hehe...Inflação: a mesma desculpa de sempre.

Por enquanto é só.

Projeto Reforma começa hoje.