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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Escola pública: crônica de uma morte anunciada


Dificilmente você sai de um dia de trabalho em uma escola pública ilesa. O exercício de dar aula não é tão simples como alguns podem pensar. Sempre escuto alguém falando que ainda quer dar aula um dia, pois tem muito conhecimento sobre um determinado assunto ou porque quer saber como seria a experiência de fazer um bem para o outro. Dar aula é mais do que transmissão de conhecimento ou vontade de fazer algum bem. Principalmente se você faz disso a sua profissão, mais do que uma experiência ou um bico.

Na atual conjuntura, a sala de aula tem sido definitivamente a melhor parte do trabalho. Claro que os problemas são muitos. Alunos que não sabem ler nem escrever no ensino médio, que acordam às 4 horas da manhã para trabalhar e emendam nos estudos, que não tem hábito de ler, que não tem dinheiro para livro( porque esses custam uma fortuna no país) e coisas do tipo. No entanto, a maior dificuldade de dar aula na rede pública tem sido dialogar com a lógica que tem regido esse sistema.

Para resumir, a lógica é a de acabar com a escola pública. Lentamente. De diversas formas. As vezes, quem está ali, no meio desse turbilhão de eventos, preocupado em dar conta da própria sobrevivência, pulando de escola em escola, não consegue perceber o que há por trás de algumas medidas. Já olhares mais atentos revelam uma realidade assustadora para o futuro da educação pública do estado do Rio de Janeiro. Ela é massacrada em grande escala, com opções políticas retrógradas em termos de investimentos e prioridades e, no seu cotidiano, ou seja, dentro da escola, é que esse modelo se revela.

Com a atual política de indicação de diretores e com a desvalorização da educação, sobra muito pouco do que se espera de um ambiente democrático dentro das escolas. As regras, previamente definidas por uma secretaria de educação burocrática, são repassadas como ordens para as escolas. Para tentar te forçar a cumprir uma ordem que você ou desconhece, ou não concorda, o governo está oferecendo uma gratificação. Ou seja, você faz o que foi mandado e no final você ganha mais um dinheiro (diga-se de passagem, uma merreca, totalmente indigno para o salário de qualquer profissional, de qualquer área). Se algum professor se recusa a fazer, muitas vezes seguindo deliberações de assembléias, legítimos espaços de representação da categoria, você é (pasmem) acusado de estar PREJUDICANDO  a escola, por não estar cumprindo uma ou outra deliberação, que, nosso entender, em nada vai ajudar na sua melhoria, que confunde as atribuições de professores com os da secretaria e que sobrecarrega os profissionais de trabalho.  A sua atenção é chamada pela direção, até numa tentativa de colocá-lo contra os seus companheiros de trabalho, como se a SUA atitude estivesse prejudicando o bom funcionamento da escola, leia-se: o recebimento da tal gratificação que está atrelado a tarefas meramente burocráticas, que muitas vezes tomam o pouco tempo do planejamento do professor para tal.

Nessas horas, você tem que manter a calma. O trabalho pedagógico passa então da sala de aula para ser direcionado a um colega de trabalho. Colega esse que se apresenta falando mal do sindicato, mal da greve e favorável a gratificações por metas. O trabalho é árduo nessas horas. Você tem que começar do começo. Desconstruir.  Mas como eu disse, dar aula não é somente transmitir conhecimento nem fazer o bem. É ter visão. Entender do processo histórico e do atual momento político criticamente, para que então, contextualizado, você possa emitir alguma opinião sobre os acontecimentos. Na base da gratificação, o nível da conversa apela para os sentidos mais mesquinhos dos seres humanos e foge da real discussão, que é a educação pública de qualidade.

 Não há nada de tão complexo nesse debate. O primeiro passo para entender o que acontece é pensar coletivamente. Se cada um pensar somente no seu, estratégia antiga do capitalismo, não tem muito avanço.Assim, você inverte a lógica do argumento. Ou seja, a sua postura individualista prejudica a educação, e não a minha de pensar no coletivo. A outra é lembrar que gratificação divide as pessoas enquanto aumento real de salário valoriza o trabalho dos educadores e profissionais da área, então não vale a pena se degladiar por isso. Terceiro, enquanto não encontrarem outro instrumento mais eficaz, a greve ainda é um recurso fundamental, garantido por lei, de pressão e organização dos trabalhadores, frente à governos alheios a uma transformação séria na Educação, então as pessoas não podem ser punidas por tal.   
Depois dessa breve explanação, o tom de ameaça mudou. Que diferença faz o saber, não é mesmo?

terça-feira, 6 de março de 2012

Nova bonificação dos professores será para quem cumprir todas as ordens

É com bastante preocupação que transcrevo essa nota, retirada do diário oficial, retratando a política educacional do atual governador e seu secretário de educação.

Professores da rede estadual de ensino se  prepararam para exercer sua função durante anos, passam por um concurso público, escolhem fazer o que fazem pois, na maior parte das vezes, gostam do trabalho e encontram uma série de dificuldades para exercer a sua profissão. 

Quando entramos em uma sala de aula, a realidade é dura. O salário é péssimo e não condiz com as necessidades da profissão, não há uma política séria de capacitação, não há incentivo para que os professores façam cursos, pós graduações de sua vontade, mas somente as indicadas pela secretaria estadual de educação.

As condições de trabalho são péssimas. A infra-estrutura de muitas escolas é precária, como o estado dos banheiros, das salas de aula, faltam bibliotecas e bibliotecários, salas de informática e técnicos e uma equipe pedagógica séria.

O cotidiano da organização da escola é pesado. Apesar de trabalhar para uma instituição pública, professores devem seguir ordens como se estivessem trabalhando para a iniciativa privada. Não há espaço para o diálogo. Os professores e os outros profissioanis de educação das escolas devem se calar. Assim como seus diretores, que somente seguem as ordens da SEEDUC.

Essa proposta de bonificação para os professores sintetiza o caos da educação do Estado do Rio de Janeiro. E um nítido despreparo para fazer as transformações reais e necessárias para que possamos melhorar o nosso sistema de ensino.

Ela quer amedrontar via ordens que devem ser cumpridas por dinheiro.

Parece o fim, mas não é. A gente não vai desistir tão fácil assim!

Assim espero.

Bonificação por Resultados

 06/03/2012 - 10:23h - Atualizado em 06/03/2012 - 10:28h
Conheça as diretrizes para este ano

Os servidores da rede estadual de ensino devem
ficar atentos às novas diretrizes para este ano. A Secretaria de Estado de
Educação publicou, no Diário Oficial de 08 de fevereiro, a regulamentação das
regras para a Bonificação por Resultados. A medida visa promover a melhoria no
processo de ensino e aprendizagem do Sistema Educacional do Estado do Rio de
Janeiro, além de valorizar os profissionais da educação e garantir a eficiência
do ensino prestado nas unidades escolares da rede estadual. Com o cumprimento
integral das normas, o servidor poderá receber até três salários a mais.

- Fizemos os ajustes de acordo com o que
observamos no ano passado. Identificamos alguns problemas, como professores que
não lançavam nota no sistema Conexão Educação ou diretores que não informavam os
docentes com carga horária livre – explicou o secretário de Estado de Educação,
Wilson Risolia, lembrando que os benefícios já começarão a ser pagos, com base
na avaliação de 2011.

Fazem jus à Bonificação por Resultados os
servidores públicos efetivos da Seeduc, em exercício nas Regionais Pedagógicas,
Regionais Administrativas, Diretoria Especial de Unidades Escolares Prisionais e
Socioeducativas (Diesp), Coordenações de Gestão de Pessoas das Regionais e
unidades escolares de Educação Básica de Ensino Fundamental, Ensino Médio, Médio
Integrado à Educação Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos
presencial e os professores do Programa de Aceleração de Estudos.

Para o cálculo da Bonificação por Resultados, são
considerados o Indicador de Desempenho (ID) e o Indicador de Fluxo Escolar (IF),
atribuindo-se pesos diferenciados de acordo com o cargo/ função exercido,
conforme prevê a resolução.

No caso dos profissionais que estão lotados nas
unidades escolares, como diretores gerais e adjuntos, coordenadores pedagógicos,
orientadores educacionais, professores regentes e demais servidores, entre as
regras estabelecidas para a bonificação, estão: cumprir o Currículo Mínimo;
participar de todas as avaliações internas e externas; efetuar o lançamento das
notas dos alunos no Sistema Conexão Educação de acordo com o calendário
estipulado pela Seeduc; alcançar, no mínimo, 95% (noventa e cinco por cento) de
resultado de cada meta de Iderj do ensino regular da unidade escolar; e
alcançar, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de resultado de cada meta de ID da
Educação de Jovens e Adultos presencial da unidade escolar.

O pagamento do bônus dos professores regentes
será proporcional à carga horária do servidor alocada no Quadro de Horários do
Sistema Conexão Educação em cada unidade de atuação que atingir a meta. O valor
varia de acordo com a função do servidor e o percentual de metas estabelecidas
que ele atingiu, sendo calculado sobre o vencimento-base do servidor. Isso pode
significar até três salários a mais em benefícios para os profissionais.

 Clique aqui e confira a Resolução na íntegra, disponível no Diário
Oficial.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

É por isso que faço greve.

Profissão: professora.

Pela manhã, rede particular. À tarde corre, pega condução para chegar a tempo de alguma coisa da assembléia da rede estadual de ensino. Encontro de pessoas na mesma luta, antigo e novos companheiros. Na assembléia, em um ginásio lotado, o clima é de mobilização. Na frente, organizando o movimento, as mesmas pessoas. Hoje até que foi mais diversificado, como um movimento de descentralização das ações do sindicato. Ótimo, assim agrega mais gente. Pode ser mais demorado, mais trabalhoso, mas é certamente mais rico. Não só como uma experiência política, mas pelo alcance das ações. E envolve, faz mais sentido para quem participa.

A dinâmica é mais ou menos a mesma nas assembleias. Hoje decidimos que quem se inscreve, fala. Não pode passar a vez para a direção do sindicato, como tem acontecido. Uma vitória. Inscrição para passar a vez não funciona. Perde todo o sentido da assembleia enquanto espaço de decisão coletiva. Hoje foi diferente. Que vire tradição. Do outro jeito enfraquece. Pode até dar mais agilidade para o sindicato, mas afasta. E sindicato vazio não vai para frente.

Dessa vez foi difícil ouvir as falas, o som estava baixo e era uma falação só no entorno. Trocas de informação sobre a movimentação da greve em outros lugares. Hoje, dia de aplicação do SAERJINHO, prova do governo, os relatos foram de tensão entre o movimento e as direções. E aiinda tinha o turno da noite para acontecer.

Decidimos por continuar a greve e fazer uma nova assembléia com ato na 3ª que vem. Ô, a educação parou! Em coro, todos cantavam.

No turno da noite, em algumas das escolas abertas, teve panfletagem contra a realização da prova. A maioria dos alunos apoia. Uns, curiosos, querem mais informações sobre a greve,  outros mostram total solidariedade ao movimento e indignação com o que eles chamaram de "divisão na classe".

 Infelizmente, alguns alunos sofreram pressão psicológica por parte das direções e representantes das secretarias de educação que chegaram a dizer que boicotar a prova ajudaria a fechar a escola (já que as escolas compartilhadas do turno da noite estão ameaçadas) e que o diploma deles (pasmem!) estaria atrelado a realização da prova, numa tentativa de colocar alunos contra o movimento de greve. 

Uma total inversão dos fatos apresentada pela direção, uma vez que é esse secretaria que quer fechar as escolas, que não incentiva e não valoriza os profissionais de educação e que faz péssimo uso do orçamento é que deve ser questionada, e não profissionais da educação e alunos que lutam pela manutenção da escola pública e de qualidade.

Já ficou muito claro que a prioridade desse governo não é com a educação. Com campanha financiada por grandes empresas, a gente só pode exigir financiamento público de campanha já! Ou então vai ficar nesse faroeste político do cada um por si e o povo que se vire. É por isso que eu também faço greve.

A greve continua. Cabral, a culpa é sua!

Para saber mais sobre o SAERJ

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A educação estadual do RJ tem fome. A greve continua!

Greve nas escolas estaduais continua – assembleia de professores e funcionários acaba de decidir

Milhares de profissionais das escolas estaduais decidiram há pouco em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, continuar a greve da categoria. A greve começou dia 7 de junho e até hoje o governo não fez uma contraproposta às principais reivindicações da categoria, que são: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.

Na sexta-feira, dia 1 de julho, os profissionais de educação irão até o supermercado Mundial, na Rua do Riachuelo, no Bairro de Fátima, Centro do Rio, para comprar alimentos com o “Cartão Educação”. Com este cartão, o professor regente (o que trabalha em sala de aula) pode gastar R$ 500,00 por ano em compras diversas. O cartão não é oferecido aos funcionários nem aposentados. O protesto vai mostrar que o profissional de educação precisa com urgência de um reajuste salarial digno e o que o estado oferece hoje, incluindo o cartão, não dá para sobreviver com dignidade – por isso mesmo, o nome do protesto será: “A Educação estadual do Rio tem fome”.

Na terça-feira, dia 5, a categoria realiza uma passeata até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado a partir das 9h, para exigir uma audiência com o governador Cabral – em seguida à passeata, ocorrerá assembleia no clube Hebraica.

Leia o calendário da greve:

30 de junho (quinta): panfletagem nas escolas;

01 de julho (sexta): protesto “A Educação tem fome” – os profissionais de educação irão até o supermercado Mundial, na Rua do Riachuelo nº 192/194, Centro do Rio, às 10h, para comprar alimentos com o “Cartão Educação”. Por este cartão, o professor regente pode gastar R$ 500,00 por ano em compras. O cartão não é oferecido aos funcionários nem aposentados. O protesto vai mostrar que o profissional de educação precisa com urgência de um reajuste salaria digno;

04/07 (segunda): Assembleias da categoria nos municípios e bairros da capital;

05/07 (terça): marcha até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado, às 9h. Logo após a marcha, ocorrerá assembleia no Clube Hebraica (Rua das Laranjeiras, nº 346).

Justiça analisa pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto:

Na terça-feira, dia 28, a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio realizou uma primeira audiência para analisar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do estado, em greve desde o dia 7 de junho. Todas as partes foram convocadas para a audiência, mas os secretários de governo não compareceram. Apenas a Procuradoria do Estado compareceu. Com isso, uma nova audiência foi marcada para a próxima segunda, no dia 4 de julho. Para esta nova audiência, o juiz titular da 3ª Vara, Plínio Pinto Coelho Filho, convocou em caráter de urgência os secretários de Planejamento e Educação.

No Tribunal, o Sepe defendeu o pedido de liminar em cima do direito de greve do funcionário público e da falta de reajuste anual por parte do governo. O sindicato falou também das más condições de trabalho e dos baixos salários da rede estadual, que levaram os profissionais de educação à greve; a falta de professores na rede também foi destacada na audiência - esta uma consequencia direta dos poucos atrativos para o exercício da profissão em nosso estado, que, mesmo sendo o segundo mais rico do país, tem um dos pisos salariais mais baixos para o professor, além de péssimos índices nas avaliações federais.

Já no dia 22 de junho, ocorreu uma audiência com o governo, que contou com a presença dos secretários de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Resende e de Educação, Wilson Risolia. Na reunião, o governo se comprometeu a apresentar uma resposta até o dia 15 de julho às principais reivindicações salariais da categoria.

http://www.seperj.org.br/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rede estadual decide entrar em greve por tempo indeterminado

Em assembléia que reuniu mais de dois mil profissionais no Clube Municipal, os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A falta de disposição do governo estadual em negociar e atender as reivindicações dos professores e funcionários das escolas estaduais foi o principal motivo para a decisão da categoria entrar em greve. Outro fator que revoltou a categoria foi o tratamento repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros que participaram das manifestações no Centro do Rio na sexta-feira, que resultou na invasão do Quartel General da corporação por tropas de elite e na prisão de mais de 400 manifestantes, além de ferimentos em familiares que participavam do ato.

Na quinta-feira (dia 9 de junho), os profissionais de educação, irão se unir aos bombeiros do Rio de Janeiro e fazer um ato nas escadarias da Alerj, a partir das 16h, para pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias. Na sexta-feira, a partir das 13h, o Sepe, bombeiros e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma passeata da Candelária até a Alerj.

No domingo, novamente os profissionais de educação, bombeiros e servidores do estado farão uma passeata na Avenida Atlântica, com concentração a partir das 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com Avenida Atlântica.

A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (dia 14 de julho) no Clube Municipal na Tijuca, a partir das 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve.

A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) um reajuste emergencial de 26%;

2) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

3) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.

Veja o calendário da greve na rede estadual:

dias 8 e 9 de junho - reuniões nas escolas com a comunidade escolar para que a categoria explique os motivos da greve;

dia 10 de junho (sexta-feira): Capital e Grande Rio: ato na Alerj, em conjunto com bombeiros e outros segmentos do serviço público estadual, a partir das 16, para pressionar os deputados a intercederem para que o governo abra negociações;

dia 11 de junho (sábado): panfletagens descentralizadas de núcleos e regionais na parte da manhã, explicando os motivos da greve para a população;

dia 12 de junho (domingo): às 10h, esquina da AVenida Princesa Isabel com Atlântica: concentração para uma passeta conjunta com bombeiros e demais segmentos do funcionalismo até o Posto 6.

dia 13 de junho (segunda-feira): Assembléias locais em núcleos e regionais;

dia 14 de junho (terça-feira): Assembléia geral da rede estadual, às 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - tijuca) para decidir os rumos da greve.


http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2080

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Greve de advertência nas escolas estaduais arranca negociação com o governo

Em audiência realizada hoje (foto interna) à tarde com o presidente da Alerj, deputado estadual Paulo Melo, com o líder do Governo, deputado André Correa, e com o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt, o Sepe conseguiu marcar uma audiência com o secretário de Planejamento do governo, Sergio Ruy, na próxima quarta-feira, dia 11 - também participaram da reunião os deputados Andrea Zito e Paulo Ramos. A marcação desta audiência é fruto da mobilização da categoria, que está em campanha salarial e realiza uma greve de advertência de 48 horas iniciada ontem. A reunião do dia 11 terá as presenças do secretário de Educação Wilson Risolia e do líder do governo na Alerj, André Correa, e terá como pauta principal a questão salarial. A categoria reivindica 26% de reajuste e a incorporação imediata da gratificação Nova Escola, prevista para ser totalmente incorporada pelo governo somente em 2015.

Em assembleia realizada no fim da tarde de hoje (foto da capa), no auditório da ABI, os profissionais de educação do estado decidiram entrar em estado de greve – situação em que as escolas não declaram greve, mas podem paralisar as atividades a qualquer momento. A categoria decidiu também realizar uma paralisação de 24 horas dia 7 de junho.

O objetivo da paralisação de 48 horas que termina hoje é o de chamar a atenção da população e dos deputados estaduais para as reivindicações dos cerca de 80 mil professores e funcionários das 1.652 escolas que compõem a rede do estado, com cerca de 1,2 milhão de alunos. A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) Um reajuste emergencial de 26%;

2) A abertura das negociações com o governo;

3) A incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

4) O descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=1924

terça-feira, 12 de abril de 2011

Escolas estaduais vão parar 48 horas em maio

Os profissionais das escolas estaduais em assembléia realizada há pouco no Clube Municipal da Tijuca decidiram realizar nos dias 4 e 5 de maio uma paralisação de advertência. A categoria reivindica um reajuste emergencial de 26%, a incorporação imediata do Nova Escola e a abertura das negociações com o governo. Hoje, dia 12, as escolas estaduais pararam por 24 horas.

Em 2007, o governador admitiu que a categoria teve uma perda salarial de 60% depois de ficar mais de 10 anos sem qualquer reajuste - e incorporação imediata e integral da gratificação do Programa Nova Escola (cujo término, estipulado pelo governador Sérgio Cabral, só se dará em 2015). A categoria também reivindica a inclusão dos funcionários de apoio no plano de carreira e paridade para os aposentados da educação. O índice de 26% reivindicado é resultante de parte das perdas salariais entre 2009 e 2010.

Hoje, um professor do estado iniciante (nível 1) recebe um piso salarial de R$ 610,38; já um professor que trabalha 22 horas semanais, com 10 anos de rede (nível 3), recebe R$ 766,00; Só para se ter uma idéia da defasagem salarial do profissional que atua na rede estadual o Sepe apresenta o seguinte dado: um professor do CAP UERJ, que também é administrado pelo estado, recebe R$ 3.299,50 ou 4,31 vezes a mais.

A situação do funcionário administrativo é ainda pior: se a incorporação do Nova Escola fosse feita imediatamente o piso salarial desse funcionário atingiria somente R$ 533,00 – menos, portanto, que o salário mínimo nacional, que é R$ 545,00.
http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=1858

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Assembleia dos professores da rede estadual – lançamento da campanha salarial 2011

10 da manhã, centro da cidade do Rio de Janeiro. Auditório lentamente enche até ficar lotado. Lá fora, uns 40 graus, céu azul.

Infelizmente, contribuo pouco para o movimento sindical dos professores. Acompanho as deliberações, leio boletins, discuto com professores, alunos e diretores as questões do momento, mas vou poucos nas assembléias e atos. Só quando acontecem aos sábados. Mas é durante a semana que o bicho pega, claro, assim chama mais atenção da população, mas os horários são incompatíveis para um professor do Estado. Contraditório? Claro. Os professores, como todos devem saber, cumprem horários em diferentes escolas.
Claro que tenho minhas queixas em relação ao sindicato, mas elas são pequenas perto do trabalho que eles realizam. Se eu queria que eles fizessem mais? Certamente. Assim como eu gostaria de me dar mais. É o que dá. E com o que dá, eles fazem um trabalho digno. Essa assembléia foi uma das mais interessantes que eu já freqüentei. Pela primeira vez vi a direção central do sindicato e os participantes da assembleia argumentando para além dos chavões políticos da luta entre capital x trabalho. Esse discurso é ótimo e necessário, mas jamais avançaremos somente com ele. E têm as brigas internas chatérrimas, as divisões partidárias, as discussões infundadas que afastam o professor e outras parcelas da sociedade da discussão sindical. As vezes cai num jogo perigoso e egocêntrico, como muitos outros movimentos políticos, onde as pessoas estão mais preocupadas com a retórica e o convencimento do público do que com as próprias propostas e suas reais transformações na sociedade. Hoje vi argumentos claros e convincentes sobre a política do governo Sérgio Cabral, em como ele é competente no quesito arrochar o salário do funcionalismo público e nas verbas para a educação e como a secretaria estadual de educação e seu secretario tratam o sindicato. Pelas declarações do novo secretário, já estava mais do que claro que era alguém completamente despreparado para levar um projeto de educação pública de qualidade para frente. Depois de ouvir relatos sobre a reunião dele com a direção do sindicato, isso ficou ainda mais evidente. O problema é que temos um governo com apoio popular, que ganhou no primeiro turno com ampla maioria. Apontar suas contradições e dialogar com a sociedade é fundamental. Há uma política clara de desvalorização da educação pública. Será que os filhos do Cabral estudam em escolas estaduais?
Vi as deliberações da assembleia agora.http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=1685
Nada alem do esperado. Paralisação, reajuste, e fórum de luta em defesa da universidade pública. O que chama atenção é ainda o dirigismo das direções. Como não temos uma estrutura política democrática, na sociedade como um todo, os movimentos políticos tendem a ser centralizadores. Isso ficou muito claro na assemblia de hoje. A direção central fazendo de tudo para que cada detalhe da assembleia não fugisse do controle, que sempre tivesse alguém para fazer alguma intervenção dentre as falas do público, professores e funcionários, presente. As resoluções refletem o controle da direção central sobre a assembleia. E reflete o nosso despreparo político. Ao menos temos direções minimamente sensatas e na luta. Falta perna, falta gente. São muitos os motivos. Um deles passa pela própria estrutura do sindicato e pela dificuldade de organização da sociedade.
O Egito foi lembrado algumas vezes. Pela primeira vez achei que não era retórica. Pensei e me emocionei com a possibilidade de uma ampla mobilização popular. Mas mobilização que não pode parar depois de algumas manifestações, tem que fazer parte do cotidiano das pessoas. E disso estamos longe. E por isso movimento sindical fraco. E por isso o pouco que acontece emociona.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arrumando a zona ou recordar é viver



Aprendi a usar mais essa ferramenta do blog, compartilhar videos interessantes. Tentei fazer uma seção separada para eles, mas ainda não me entendi direito com isso. Ia ficar mais organizado e eu estou numa fase de mega organização.
Por ser de família de "imigrantes recentes", toda vez que arrumo a casa eu encontro umas relíquias. Vou digitalizar algumas e publico algumas coisas em breve.
Hoje pela manhã, rádio ligado na CBN, quem é o entrevistado do dia? Secretário Coxinha!! Primeira pergunta:" Secretário, recebemos várias mensagens, principalmente dos professores. O salário de um professor era antes equivalente a 4 salários mínimos, agora ele está perto de 1. Qual a perspectiva de aumento?" Resposta: "errr, bem, claro..." Vai enrolar, penso eu imediatamente. E continua :" Mas isso é uma defasagem histórica (uau!) e precisa entrar no Orçamento. O que a gente vai dar é um bônus. Sabe como é, né? Trabalhar no Estado é como um trabalho em quaquer em presa." OI??? Repete, querido, eu não entendi, penso eu na minha ingenuidade jovial,  qualquer empresa não, secretário. Estamos falando de uma Secretaria, orgão público, responsável, entre outros, por gerir os recursos da área de Educação, mas JAMAIS deve ser vista como uma empresa, pois empresas, secretários, pelo que eu entendo, estão preocupadas em fazer lucro e isso vem da mais-valia extraída dos seus trabalhadores. Uma secretaria, principalmente na área de Educação, deve ser gerida e organizada com outros princíipios. Os seus princípios já estão ficando claros para mim, pensar a educacação como um negócio. Infelizmente, vamos demorar muito para avançar na Educação do Estado do Rio de Janeiro. E bônus nós não queremos. Queremos isonomia, salári igual  e digno para todos, diferenciado somente pelo Plano de Carreiras.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Hoje, só com muito amanhã

Que dor de estômago. Achei que tinha sido da dupla doritos com coca que eu tinha mandado para dentro em momento de desespero pré-prazo. Mas não foi isso. Saber lidar com perdas, frustrações e seguir caminhos que a gente não pensava ter que traçar por forças das circunstancias faz parte da vida. Às vezes nem é com você que a coisa acontece, mas você, enquanto gente, sente, e sente muito pelo outro. E fica mal por ele, com ele, com a situação. Saber viver deve ser passar por isso e mesmo assim continuar levando a vida, sorrindo, amando, acreditando nos outros, dando força para quem precisa, recebendo carinho quando é você que está nessa situação e vivendo! A medida que o tempo passa, você entende o sentido daquela frase que sempre aparecia nas gramáticas escolares “ na vida, nem tudo são flores”. A vida segue. E hoje está sol depois de muita chuva.

Falando em chuva, saiu o sistema de monitoramento de deslizamentos do Rio de Janeiro.
http://virusplanetario.wordpress.com/tag/esquerda/




Em entrevista hoje, Paes disse que as pessoas em áreas de risco não serão removidas, mas coincidentemente, o maior numero de casos de risco está na Rocinha, mais de 1600 casas. Coincidência? Ta registrado, ele disse que era para fazer obras de contenção. Foi bom que achei esse site, tem como avaliar o que ele anda fazendo.









  E o pesadelo do Plano Estadual de Educação continua. É por isso que fica difícil acreditar que algo vai mudar nos próximos anos. Olha o que a Secretaria apresentou como plano Plano Estuadual de Educacao
Ótimo. Super animada. Basicamente, não diz nada. Parece um plano de negócios. Tenho acompanhado as declarações tanto de Cabralnóquio quanto seu secretário, Risoli, vulgo Coxinha, para tentar entender o que vem. Por enquanto, o que há de pior é que as escolas terão que cumprir metas e essas receberam bônus... Ai, que falta eu sinto de Cuba nessas horas. Não pelo salário, claro, mas pela discussão séria que é feita em torno da Educação. 
Mas Cuba é outra estória, e vou colocar várias postagens dedicada a ela em breve.

Ah, nada como o twitter. Artigo bacana sobre inflação. Ainda não era exatamente o que eu queria ouvir, mas já tem bastante de transferência de verba do trabalhador para as empresas e tal. Realmente, a minha idéia de inflação zero fica complicada, pensando que os preços variam no mercado internacional, o que afeta os custos das coisas aqui. Tem que ser inflação zero no mundo. Hehe...Inflação: a mesma desculpa de sempre.

Por enquanto é só.

Projeto Reforma começa hoje.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O estranho está no ar

Humm.. algo estranho no ar. Fico cabrera quando alguns temas aparecem muito na Rede Globo e seu PIG.
 
Inflação é um deles. Hoje foi isso a manhã inteira. No rádio, na TV, na internet. Agora na CBN "o governo deve assumir compromisso com a estabilidade de preços..."
Voltei do Hortifruti agora! Estava TUDO acima do preço. Não comprei nadinha. Vou esperar para dar uma passada na feira amanhã (adoro essa vida de férias!). Vamos ver como estarão os preços. E todo início de ano é assim. A chuva é geralmente a culpada pelo aumento do preço. Na minha cabeça, essa coisa de meta de inflação não bate. Por que não coloca inflação ZERO!? A partir de agora, não haverá mais aumento de preço! Qualquer aumento será inconstitucional!! Hãn? Eu e minhas visões socialistas...
Mas, pelo que eu vejo-sinto-reflito- cosmicamente, meta de inflação é uma forma de dar lucro para as empresas. Ou não? Primeiro, a meta de inflação é estabelecida. Segundo, seu salário será reajustado (nem todos, como no caso dos professores do Estado do RJ) e terceiro, as empresas fazem seus reajustes. Alimentos, planos de saúde, concessões do Estado (como os transportes), impostos e etc. Todos sobem. Qual segue realmente a meta da inflação? E se seguem todos a meta, por que não deixar como estava? Continuo esbravejando contra os aumentos. O que tento fazer é boicotar produtos muito acima do preço.

Outra pérola do dia: a questão da escolha dos diretores das escolas públicas. Isso é sério, muito sério. Um debate que vai além da própria questão da escolha de direção. Tem a ver com o uso da máquina pública para interesses privados. Qualquer um que conheça minimamente de perto o serviço público, sabe como ele é usado para diversos fins que não os de prestar um serviço público. Época de eleição então, é um horror! Agora, que os cargos são distribuídos para garantir um curral eleitoral, assim como para fazer com que as determinações de determinadas secretarias sejam cumpridas sem, ou com menos resistência, isso é fato. Infelizmente, isso já é até naturalizado pela sociedade. Eis que a pérola do Secretário  “Risoli” (vulgo Coxinha) do nosso querido Cabralnóquio diz que os diretores serão agora selecionados via prova. Oi? Vossa Excelência já ouviu falar em eleição para diretoria? E que essa pessoa cumpra requisitos básicos, como ser concursado e ser da área de educação? E o pior ainda estava por vir (e eu achando que já tinha lido merda suficiente), no tal plano para melhorar a educação do estado, está dar bônus para os professores. Ammm.. alguém me explica essa parte? Não sei se a dupla Risolinho (Coxinha)- Cabralnóquio se lembra do Nova Esmola, ops, Nova Escola (que eu por sinal, jamais ganhei). Não funcionou. Por que é tão difícil dar a porra do aumento? Por aí a gente vê para que esses aí vieram...

E para finalizar, um depoimento íntimo. Flertei com a TV hoje. Estava eu comendo minha gororoba de ontem, assistindo jornal, quando passa uma reportagem sobre os impostos. Pensei: “ lá vem o PIG falar em imposto de novo” e logo em seguida aparece o tal impostômetro que fica em São Paulo, colocado pela associação comercial (acho). Para minha surpresa, o entrevistado (que eu não lembro quem eu era) faz uma declaração compeltamente fora do esperado. Diz que a arrecadação está alta e que a tendência é de aumento, uma vez que se espera que a economia brasileira continue crescendo e, para ele, o que deve acontecer é uma diminuição do pagamento dos impostos por quem? Pasmem, ele não diz pelo setor produtivo, mas sim pelas camadas mais pobres da população. Flertei com a TV Maldita hoje.
O estranho continua no ar...